Eu estava tentando ficar de fora dessa discussão, deixar o assunto pra lá por ser polêmico demais, mas tem horas que não dá. Simplesmente não dá. A gente lê muita coisa sem noção escrita por aí, mas tem horas que o povo passa dos limites, em um misto de ingenuidade, ignorância e cegueira.
Nem vou tentar ser imparcial: não tem como não tomar partido em favor da garotinha (se você não é deste planeta mas veio em paz, entenda aqui). Já que ninguém parece fazê-lo, eu falo aqui: “e a coitada da garota, a gente simplesmente ignora?” Todo mundo fica “é certo” ou “não, é errado”, mas e a garota como fica independente de uma coisa ou outra? Que se lasque a garotinha, né? Não basta ela ter sido violentada repetidamente pelo padrasto? Ou ter engravidado por causa desse abuso? Não! Ela tem também que conviver e suportar uma gravidez que poderia matar todos três! Isso mesmo! No lugar de “matar” apenas dois fetos, vamos matar logo todo mundo e ainda torturar a criança no processo. Isso parece bem mais lógico.
Aí vem gente dizer que a gravidez só era de risco porque os médicos queriam fazer um parto normal e não cesáreo. Ela sequer tem o sistema reprodutor completo, sem contar que todo parto de 2 ou mais bebês já é considerado de risco, mesmo em mulheres adultas, que dirá em uma criança de 9 anos. Outra coisa interessante é que esse mesmo povo vem dizer que deve-se culpar o pai, a mãe, os médicos, mas não o Bispo. Ok, até concordo que o Bispo não tem culpa, exceto de ser sem noção de ir falar isso abertamente. A culpa é da Igreja Católica que prega excomungou todo mundo EXCETO o estuprador! Interessante ver que a pessoa que causou todo esse sofrimento na criança seja a única pessoa a não ser excomungada.
Dá asco pensar que a sociedade chega a esse ponto. Ninguém liga para o psicológico da criança e, aparentemente, nem tampouco para o psicológico das crianças que iriam nascer dessa tragédia. Quem são seus pais? – pergunta a professora. “Ahh, mamãe é minha meio-irmã porque papai é um louco psicótico que a violentava quando ela tinha apenas 9 anos.” Isso, claro, se algum destes personagens estivesse vivo pra contar a história até lá.
A mulher que já tiver sido estuprada, enfrentado uma gravidez de risco decorrente deste estupro e não tiver feito o aborto tem toda a propriedade para dar uma opinião favorável aos fetos. Qualquer outra pessoa deve, antes de mais nada, se colocar no lugar da criança antes de abrir a boca pra falar besteiras… Quem quer abrir a boca para expressar seus “princípios” deve, antes de mais nada, viver por eles!
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Rapaz, disse tudo… excelente post! Pra %#@! *%^ &@$riu esse bispo! Parabéns a toda a equipe médica pelo sucesso!
Boa Anderson, é o AAS em favor do que é coerente!!!! Show!!!
Vom, é realmente um assunto muito sério esse, vc tem razão em algumas coisas, mas eu discordo de outras. A menina foi a maior prejudicada com toda certeza. A mídia já mexeu tanto com a cabeça do povo colocando como única solução possível o aborto que fica difícil ver o outro lado. Será mesmo que essa foi a melhor solução? As pessoas parecem que não
param pra pensar nas consequencias psicológicas desse ato que ficarão para sempre na memória da menina. Eu tenho absoluta certeza que houve negligência da medicina a qual poderia com os recursos que tem hoje acompanhar com cuidado esse caso e tentar salvar as 3 vidas. Já ouvi falar de um caso de um feto que sobreviveu ao nascer pesando apenas 400g. Logo era sim possível levar a gravidez até onde fosse possível. Mas a solução fácil para eles prevaleceu, e a Igreja por defender o que é certo, defender a vida, sai como a culpada, a retrógrada. Essa palhaçada toda que a mídia criou em destacar o fato da excomunhão, nada mais é que uma tentativa de desmoralizar a Igreja diante da sociedade e trazer em questão a legalização do aborto. A excomunhão que não foi feita pelo bispo, mas sim está no código de direito canônico, trata-se de uma excomunhão automática para as pessoas que praticaram o aborto conscientemente de que era um crime, não incluimos a menina. E isso não significa que a pessoa vai pro inferno, mas apenas não está em comunhão com os ensinamentos da Igreja. Mas a mídia faz todo aquele alarde… faça-me um favor!! Isso é o que menos importa no caso! AS 3 VIDAS EM JOGO ERAM O MAIS IMPORTANTE!
Aqui tem uma noticia com o pronunciamento da CNBB http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=272497
abraço
foi mal os graves erros de portugues… é 1:30h da manhã e tou cansadão
@Paulin
É bem verdade que a vida tem sua parcela de importância, contudo a questão não é “o que eu acredito”, ou você, ou outras pessoas, mas sim do que os médicos responsáveis chegaram a conclusão. Só quem poderia fazer este tipo de julgamento seriam outros médicos que tivessem analisado o caso de perto, porque nós leigos ou mesmo outros médicos que só ouviram falar disso não temos base para argumentar. Então a posição fica muito cômoda. Um exemplo mais de perto pra compreender: “Este software não presta! Será que esse povo não trabalha?” Isso te lembra alguma coisa?
Quanto à posição da Igreja – o bispo inclusive, também creio ter sua parcela de “alarde”, principalmente se a excomunhão é automática. Por que, então, jogar isso aos quatro ventos? E como ela se porta com relação ao padrasto, maior culpado nesta história? Cada um segue o caminho que quer, só estou colocando o quão contraditória é a Igreja neste ponto.
No mais, fica uma reflexão para todos: Imaginem que sua filhinha de 9 anos, cujo sistema reprodutor ainda está incompleto, foi violentada e engravidou de gêmeos. Os médicos analisam o caso e dizem que há grandes chances de os três morrerem ou de sofrerem sequelas que não se pode prever desta gravidez. Você, pai ou mãe, iria realmente arriscar a vida da sua filha nesta situação?
A resposta só cabe a cada um, e a cada um somente. =)
Ae Vom, não tou querendo fazer flamewar
, mas deixa eu opinar de novo aqui. Eu penso que o bispo falou em excomunhão como uma forma de alertar a sociedade que o aborto é algo muito grave, abominável. O estupro é tão abominável quanto o aborto e a Igreja é totalmente contra também, claro. E porque não excomungar o estuprador? A sociedade em geral independente de credo considera abominável o estupro, não necessitando então desse “alerta” da Igreja para informar a gravidade desse pecado. Já o aborto a cada dia está sendo aceito como normal pela sociedade como “direito da mulher”, os movimentos feministas estão trabalhando forte nisso, então a Igreja resolveu incluir o aborto num caso de excomunhão latae sententiae (automático) para deixar claro sua gravidade. Não se trata portanto de qual pecado foi o mais grave, o estupro pode ser bem pior nesse caso, mas como já expliquei, a sociedade sabe disso
(saiba mais sobre excomunhão aqui http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=OPINIAO&id=opi0446).
Acho importante todos lerem os comentários do Pe. Edson que acompanhou o caso de perto aqui http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=OPINIAO&id=opi0441
Ele conta muitos fatos estranhos que a grande mídia não apresentou.
Quanto a reflexão que voce propôs, ela entra no âmbito da fé de cada um. Já ouvi muitos testemunhos de casos impossíveis para a medicina que foram solucionados pela fé. É o que chamam de milagre… eu acredito
valeu Vom, td de bom cara
Achei um testemunho interessante de um caso que a medicina fez comentários semelhantes ao da menina de 9 anos http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=OPINIAO&id=opi0448
enfim, é pura questão de fé mesmo, cada um segue a sua, ou não.
agora foi o último comentário Vom, fique com raiva de mim não rsrs
@Paulin
Este tipo de comentário é construtivo e está longe de virar flame! Legal ver que tem gente que vai atrás realmente de se informar.
Contudo (é, parece que sempre tem um “mas”), os textos e a mídia, na minha opinião, parecem mostrar mais o que cada lado quer do que os fatos reais. Se o que foi feito, deveria ter sido feito ou não, se foi um erro de A ou B, estas são outras questões e nem foi o propósito do post.
Minha intenção era discutir o assunto de maneira abstrata. Assim sendo, os argumentos que vi nestes links também não saíram do “achismo” no que diz respeito ao estado clínico da menina.
Em um deles, ele cita um caso de uma menina no Peru de 9 anos que deu a luz a UM menino. Não ser gêmeos já é um fator crucial aqui, mas mesmo que fosse, você há de convir que a criança peruana podia ter mais condições do que a brasileira de ter o(s) bebê(s). Somente citar que teve um caso “parecido” é insuficiente para dizer que são iguais e, portanto, serem tratados iguais.
No outro, ele afirma claramente que foi dito que a criança corria perigo de morte e coloca em questão o quadro clínico mudar repentinamente (até onde eu sei, isso está longe de ser improvável. Eu mesmo tive uma prima que fez uma cirurgia de coração, foi operada, passou MUITO bem durante 30 dias e subitamente faleceu) dando a entender de que o aborto foi “forçado”.
E com relação ao que você falou da fé e de milagres, me lembrou muito a historinha do senhor que estava no prédio sendo inundado aguardando que Deus o salvasse. Bombeiros, polícia, helicópteros foram tentar tirá-lo de lá e ele se recusou aguardando que Deus o salvasse. Qdo chega ao céu, reclamou com Deus que o respondeu: “até helicóperos eu enviei pra te salvar e tu recusaste.” =)
Talvez tenha dado a impressão de que estou tentando argumentar o que você falou pelo último parágrafo. Não é essa minha intenção, mas sim dizer que não podemos agir, falar ou julgar as coisas baseadas em possibilidades. Se formos levar em conta possibilidades ou suposições, todas as pessoas podem estar mentindo: a mídia, os médicos, os pais, o padre que deu o testemunho, etc… e aí não chegamos a conclusão nenhuma. =(