Se você está lendo este blog, então certamente já deve ter esbarrado com algum captcha pelas internets da vida. Se você não é deste planeta e nunca viu um captcha na vida, o resumo da ópera é: captchas são aquelas imagens distorcidas de letras e números que servem para verificar que você é humano (o que é contraditório, já que você não é deste planeta). O objetivo de barrar spams é bem claro e nobre, mas nada vem de graça e o preço que se paga por isso é perder alguns segundos da sua vida tendo que provar que você não é um robô. Isso é chato, por vezes impossível (mais tirinhas aqui).
Isso tudo levou Louis Von Ahn a procurar fazer dos captchas algo de proveitoso. E aí ele criou o reCAPTCHA, que pra quem não conhece, é um sistema de captcha que apresenta duas palavras, uma conhecida e outra não. Como o usuário final não sabe qual palavra é a conhecida, ele é forçado a digitar as duas corretamente. Mal sabia ele que a palavra desconhecida era de um livro que está sendo digitalizado e ele acabou de fazer o trabalho que o computador não conseguiu.
Tudo isso já é bem antigo, eu sei, mas aqui temos um vídeo de Louis falando sobre a história do recaptcha, de alguns casos engraçados de captchas e de algumas estatísticas sobre o serviço atualmente. Infelizmente o vídeo é todo em inglês e sem legendas.
(Aprendam inglês, turma! É importante.)
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Engraçado é que tem captchas por ai que nem robô, nem uma pessoa e nem um ser de outra galaxia consegue ler de tão complicado. ehehehe.
Vídeo legal. Não sabia dessa, acho que nunca peguei um captcha duplo.
E engenhosinho o método para inferir que o usuário realmente desvendou a palavra a ser digitalizada. Isso de computador e internet, isso é a mídia do futuro, né?
@Daniel
Ou mesmo os antigos captchas do rapidshare que tinham uns gatos e cachorros desenhados nas letras.
Vide as tirinhas que eu citei no post!
@th.
Essa é uma ótima alternativa para computações que requerem cálculos muito complexos. Ainda vou criar algo no estilo…
Interessantíssimo. Pelo menos agora se poderá utilizar os “captcha” para algo útil, gostei do uso que estao dando, digitalizar todos os jornais antigos New York Times, e as palavras que o computador nao entende nós estamos ajudando a traduzir. Eu nao sabia que as duas palavras que eu tinha que digitar em facebook eram isso. Eu vi o vídeo inteiro, obrigada por essa nova informaçao.
BTW: eu gostaria de comentar que estou sempre acompanhando o teu trabalho, mesmo aqui de longe, e pelo menos uma vez por dia eu visito teu blog para ver se tem algum post novo, e notei que nao tem muita propaganda, sugiro que busques patrocínios, para que teu trabalho nao saia “grátis” e te incentive a seguir sempre renovando o material. É só uma sugestao: uma propagandazinha (assim sem exagero) te podería render bons frutos.
Sacada de mestre o reCAPTCHA, mas confesso que não acreditei no caso da pessoa que obedeceu ao captcha do yahoo e esperou 20 minutos!! kkkkkkk Ow comédia!!
onde q eu arranjo um desses empregos de digitadora de capchats? =p
*captchas
Espero que todo esse material coletado com o recaptcha seja retornada gratuitamente para a população já que foi ela quem o escreveu. Imagine se eles forem cobrar por todas as edições do New York times. Tudo bem, que nós já usamos alguns serviços gratuitos como emails, twitter, etc e são eles quem “patrocinam” os recaptchas. =/
Ainda há um outro problema. Imagine que temos duas palavras, uma que o computador sabe a resposta, e outra que o computador não sabe a resposta. Tudo bem, o cara digitou a primeira palavra correta e é essa que o computador vai se basear para dar o acesso, contudo ele digitou a segunda palavra errada então o recaptcha irá associar a palavra errada à imagem daquela palavra. A não ser que o recaptcha tenha uma margem de vezes que aquela palavra precise ser digitada para fazer a associação “correta” baseado em estatística. Mas com certeza eu não fui o único/primeiro a pensar nisso, então eles já devem ter uma solução inteligente para isso.
Pois é, é isso!
@junior
Ao que tudo indica, a única parte que irá retornar gratuita é a da biblioteca de coisas cujos direitos já expiraram. Ele explica no vídeo, contudo o conteúdo do NY Times será cobrado sim. Acho que a parte gratuita é só pra deixar o povo com uma sensação melhor…
Ele diz isso no vídeo, junior.