Sábado a tarde é dia de dar uma geral nos emails, e eis com um assunto que me deparo: Saldo da passeata gay de Copacabana: urina, fezes e pornografia explícita. Alguns minutos depois de ler o artigo, cá estou eu escrevendo este post e me perguntando como as pessoas conseguem ser tão falaciosas e como tantas outras conseguem se deixar “enganar”.
Como assim, professor? Bom, será que esse tipo de acontecimento é exclusividade de festas/passeatas/paradas gays? Será que o que é relatado no artigo é tão diferente de outras festas como fortais, pré-carnavais, carnavais, raves, reveillons e tantas outras festas não-gays? Quem for de Fortaleza, basta passar na avenida do Fortal no dia seguinte pra sentir o drama. Quem for de outras cidades ou estados, basta fazer o mesmo nas suas respectivas micaretas ou festas similares.
Alguns pontos que o artigo cita e que deveríamos nos perguntar se isso não acontece em outros locais:
- Som alto e funk “pauleira” tocando
- Pessoas dançando o créu (ou outra dança ridícula do tipo) e fazendo movimentos obscenos
- Pessoas olhando outras duas se beijarem longamente (eu vi isso acontecer durante a cerimônia de um casamento recentemente)
- Distribuição de camisinhas
Não, eu não sou a favor de que se faça sexo explícito no meio da rua ou se emporcalhe toda a avenida em prol do que quer que seja, mas é triste ver este tipo de manipulação de opinião.
Não achamos nada muito relacionado.


Manipulação, Anderson??
Vc parece não aceitar mto opiniões adversas às suas, não? Se é que tal artigo pode ser chamado de opinião, pois, para mim, ele é msm é uma constatação. Mas lá vem vc e seus discursos comuns!
Já podemos começar retificando um dos pontos ditos por vc. Eu, vc, quem quer que seja não tem nada a ver com o que é feito em festas que se realizam em locais privados, se não concordamos, se não aceitamos, se não gostamos, simplesmente não participamos. O que temos a ver com o que é feito em uma rave, no Forró do Sítio, no Cantinho do Céu etc? Não gosta? Não vai!! Se alguma conduta proibida é nessas festas realizada, deixamos para quem tem o poder de polícia necessário exercer o seu papel.
Agora, demais festas, realizadas em locais públicos, ou seja, locais os quais tenho direito de utilizar tanto qto qq outra pessoa, devem ser podadas, sim, sempre que o direito de outras pessoas estiver sendo desrespeitado, sejam elas realizadas por homossexuais ou heterosexuais. Ah, mas fulano, sicrano, beltrano tb faz? E aí, meu amigo? Não interessa, interessa que é um deboche, que é uma falta de respeito e que não deve ser tolerado!
Pra tornar a aberração ainda maior, além de sermos obrigados a tolerar “tal acontecimento”, ainda somos obrigados a finaciá-lo.
Por último, vc deturpou a discursão em foco, o artigo não trata de homossexuais versus heterossexuais.
@Bárbara Elígia de Alencar e Silva
Até aceito sim, mas reforço o cuidado que deve ser tomado nas palavras que usamos. Quando é colocado que “o saldo da passeata gay é esse”, bom, é o saldo da “passeata gay” e não de eventos desse tipo.
De toda forma, enumerei aqui os pontos tocados no artigo como sendo “errados”. No entando, todos eles acontecem frequentemente em outras ocasiões e ninguém fala mal deles ou sequer os cita como comparação. Aí, um leitor desatento, associa uma coisa à outra: Passeata Gay = Coisas Ruins.
Agora, que a depredação – física, visual ou sonora – das vias públicas não deveria acontecer, isso eu concordo plenamente.
@Bárbara Elígia de Alencar e Silva
fica difícil entender o que você escreve pela quantidade de siglas comuns em msn, e como eu já nao domino muito bem o português… Bom, eu concordo com você e com o fato de que o artigo em questao nao é homofóbico, é uma simples constataçao da possível e provável realidade do acontecimento chamado “parada/passeata gay”. Infelizmente, Bárbara, nós nao podemos afirmar se os números sao reais ou sao exagerados por homofóbicos ou despeitados. Concordo plenamente em que ninguém é obrigado a ver atos impúdicos na rua, que é pública, onde estao passando senhoras de família, pessoas idosas, turistas(o que dá uma péssima impressao do nosso país aos extranjeiros que vêm visitar) e crianças. Ninguém é obrigado a ver isso, mas as nossas leis sao ambíguas e permitem a todos a liberdade de expressao em público. O fato é que a passeata gay é anunciada antecipadamente com meses, e as pessoas podem simplesmente ficarem em casa e se recusar a presenciar essa barbaridade se nao querem presenciar. É o direito de cada um, nao se pode dizer que essa passeata pegue desprevenido ao cidadao carioca, né? Ou como protesto os vizinhos podem fazer um abaixo assinado e pedirem que seja realizado em outro lugar. Vivemos em uma democracia e a maioria nao se importa que se realize aí.
A mesma coisa vai para o dinheiro público usado para financiar a passeata, Bárbara, esse dinheiro é o cidadao Brasileiro que paga, mas nao aumentam os impostos para financiar as passeatas gays, ou seja, tecnicamente a gente nao sente ese dinheiro saindo do nosso bolso e eu considero que melhor ser aplicado aí que ser roubado pelos políticos, porque é um evento de alcance nacional e que traz turistas(gays e simpatizantes) pelo menos com um fim justo, que é promover a igualdade entre os homos y heterossexuais e os preservativos entram na parte de promover o sexo seguro, diminuindo a proliferaçao da AIDS.
@andersonvom
Eu nao sou homofóbica. Sinceramente nao tenho nada contra o fato de que a alguém nao goste de pessoas do sexo oposto e queira amar a alguém do mesmo sexo.
No entanto eu sou contra a ridiculice das pessoas que sendo homem se vestem de mulheres(nao os transexuais, que decidem efetivamente cortar o “bilau” ou colocar-se um “bilau”, mas assumindo REALMENTE o papel do sexo que querem, para esses eu tiro o chapéu)ou que sendo mulheres se vestem de homens. Eu acho feio, eu acho ridículo, eu acho que isso faz que as outras pessoas percam o respeito pelos homossexuais, e que eles mesmos se vulgarizem e percam o respeito por si mesmos. É uma falta de respeito por si mesmos, pelos demais e pelos parceiros o vulgarizar, andar pelado de bunda pra cima como essa que foi citada no artigo.
Eu tenho que concordar com o senhor Ipojuca Pontes, autor do texto que causou essa polêmica, que é horrível que políticos desejem explorar as minorias sexuais fazendo todo esse escândalo de permissividade sexual explícita, transformando as ruas em uma orgia… Nao sei nao, mas isso fala muito mal da nossa gente. Se vê feio, feio mesmo. Mas como eu já disse antes, a gente tem sempre a opçao de ficar em casa e nao ver nada disso.
Um abraço.