Orrery (ou planetário) é um dispositivo mecânico que simula a órbita dos planetas e suas luas. Conta a história que o Conde de Orrery, Charles Boyd (Londres, 1700 D.C), encomendou um dispositivo similar ao Mecanismo de Antikythera (Grécia, 100 – 150 A.C); capaz de reproduzir o movimento dos astros no sistema solar. Para isso ele contou com ajuda de seu funcionário John Rowley, um renomado “criador de máquinas” da época.
O Orrery se parece com um grande relógio, cheio de engrenagens; e não reproduz com total fidelidade as órbitas planetárias. Isso acontece porque as órbitas são elípdicas, e não circulares como representadas no Orrery. Mas, ainda assim, é um sistema muito interessante e deve ser bem preciso para poder alinhar os planetas e movimentá-los em uma proporção similar à realidade.
Devido à essa complexidade, um Orrery, nem sempre representa os oito planetas (Sentimos sua falta, Plutão) e todas as suas luas. Alguns representam apenas parte do sistema solar. Como é o caso do exemplo abaixo:

Orrery: Sol, Mercúrio, Vênus, Terra e a Lua
Aqui no Brasil não encontramos muitos Orrerys, e planetário tem um outro significado aqui. Apesar disso, existem algumas poucas referências em português sobre os Orrerys, na internet. Aqui, por exemplo, ensina a fazer um simples para feiras de ciências. E, Aqui, tem um programinha web, feito em java, que simula um Orrery, não tem a mesma graça mas é mais preciso. Ele mostra a posição dos planetas, incluindo Plutão o/, entre 1900 D.C até 2100 D.C. A propósito, esse programa me fez observar algo que será tema do meu próximo post astronômico.
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